17/10/2016 às 17h31

Equipe do HAOC acompanha palestra sobre Cuidados Paliativos

Respeito ao bem-estar global, garantindo a dignidade no seu viver e seu morrer

Os funcionários do Hospital Augusto de Oliveira Camargo (HAOC), tanto da área médica, de enfermagem e de outros setores, puderam acompanhar no dia 7 de outubro uma palestra sobre Cuidados Paliativos. Ministrada pela médica Cristina Terzi, pós-doutorada em Cuidados Paliativos pela Universidade da Carolina do Norte/EUA, que apresentou informações gerais sobre o tema.

Cuidados Paliativos têm como conceito a abordagem que promove a qualidade de vida de pacientes e seus familiares, que enfrentam doenças que ameacem a continuidade da vida, através da prevenção e alívio do sofrimento. Requer a identificação precoce, avaliação e tratamento da dor e outros problemas de natureza física, psicossocial e espiritual.

Conforme Dra. Cristina explica, o trabalho de uma equipe bem treinada em cuidados paliativos é uma das melhores estratégias de humanização e melhora da qualidade de atendimento a pacientes e seus familiares.

O HAOC também conta com uma equipe de cuidados paliativos. O principal objetivo é a melhora da qualidade de vida até a morte, inclusive o luto. Os cuidados paliativos destinam-se para pacientes e familiares, em casos de neoplasia, cardiopatia, pneumopatia, senilidade (geriatria), endocrinologia, neurologia, doença infecciosa (HIV), nefrologia, tanto adultos quanto crianças.

Um conceito apresentado por Dra. Cristina é o Hospice, palavra da língua inglesa adotada pelas equipes de cuidados paliativos. Trata-se de uma filosofia de cuidado para pacientes em fase terminal de vida (prognóstico de 6 meses). É um tipo de cuidado que se concentra na paliação da dor e de outros sintomas, e na atenção às necessidades emocionais e espirituais do paciente e de sua família.

Legislação

A Resolução CFM nº 1.805/2006 aponta: “Na fase terminal de enfermidades graves e incuráveis é permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente, garantindo-lhe os cuidados necessários para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, na perspectiva de uma assistência integral, respeitada a vontade do paciente ou de seu representante legal.

Códio de Ética Médica – Resolução CFM nº 1931 de 17 de setembro de 2009: Parágrafo único. Nos casos de doença incurável e terminal, deve o médico oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando sempre em consideração a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal.

Para elucidar, a médica apresentou a diferença entre os conceitos clássicos:

Eutanásia – tirar a vida do ser humano para acabar com situação de dor ou sofrimento atroz.

Distanásia – prolongamento penoso e inútil do processo de morrer pelo uso da tecnologia médica.

Ortotanásia – respeito ao bem-estar global da pessoa, garantindo a dignidade no seu viver e seu morrer.


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