13/06/2016 às 10h56

HAOC registra primeira doação de órgãos para transplante do ano

Familiares autorizaram após a confirmação do óbito de paciente

O Hospital Augusto de Oliveira Camargo registrou na última sexta-feira, dia 10 de junho, a primeira doação de órgãos do ano. A família de uma paciente de 56 anos, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), autorizou a doação, após o cumprimento dos protocolos para confirmar a morte cerebral.

A equipe da Unicamp foi acionada para a captação dos seguintes órgãos: córneas; rins; fígado; e pâncreas. Desta forma vários pacientes receptores serão beneficiados. 

Para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, mas é fundamental comunicar à sua família o desejo da doação. Cabe à família a realização deste último desejo, que só se concretiza após a autorização desta, por escrito. Após o diagnóstico de morte encefálica, a família deve ser consultada e orientada sobre o processo de doação de órgãos.

Considera-se como potencial doador todo paciente em morte encefálica. No Brasil, o diagnóstico de morte encefálica é definido pela Resolução CFM Nº 1480/97, devendo ser registrado, em prontuário, um Termo de Declaração de Morte Encefálica, descrevendo os elementos do exame neurológico que demonstram ausência dos reflexos do tronco cerebral, bem como o relatório de um exame complementar.

Para constatação do diagnóstico de Morte Encefálica é, inicialmente, necessário certificar-se de que:

1. O paciente tenha identificação e registro hospitalar;

2. A causa do coma seja conhecida e estabelecida;

3. O paciente não esteja hipotérmico (temperatura menor que 35º C);

4. O paciente não esteja usando drogas depressoras do Sistema Nervoso Central;

5. O paciente não esteja em hipotensão arterial.

Após essas certificações, o paciente deve ser submetido a dois exames neurológicos que avaliem a integridade do tronco cerebral. Estes exames são realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e transplante. O intervalo de tempo entre um exame e outro é definido em relação à idade do paciente (Resolução CFM 1480/97).

Após o segundo exame clínico, é realizado um exame complementar que demonstre: Ausência de perfusão sanguínea cerebral; ou ausência de atividade elétrica cerebral; ou ausência de atividade metabólica cerebral.

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